quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Cuidados com o corpo após a morte



                                                                    Objetivos:

- preparar o corpo para o funeral;
- preparar o corpo para autópsia;
- facilitar a identificação do corpo.





Após a constatação do óbito:

- observar a hora;
- fechar os olhos do morto;
- retirar da cama travesseiro e roupas extras;
- cobrir o corpo com um lençol.


Material:

- algodão;
- atadura de crepe;
- pinça longa;
- esparadrapo;
- etiquetas de identificação ( 3 ou 4 etiquetas);
- cuba rim;
- luva de procedimento;
- 2 lençóis;
- bacia com água e luva de banho se necessário.

Procedimentos:

1. Prestar assistência à família;

2. Colocar o paciente em posição anatômica, elevando ligeiramente a cabeça;

3. Fechar os olhos com benzina ou éter;

4. Desligar aparelhos e soros conectados ao paciente;

5. Proceder a higienização do corpo;

6. Vestir o corpo com roupa pessoal, recolocar próteses dentárias. Fixar mandíbula com ataduras;

7. Cobrir o corpo com lençol;

8. Identificar o corpo com impresso próprio;

9. Encaminhar o corpo ao necrotério;

10. Entregar pertences para a família

Cateterismo vesical



Conceito: é a introdução de uma sonda até a bexiga a fim de retirar a urina.





Indicações:

- quando o paciente está impossibilitado de urinar

- colher urina asséptica para exames

- preparo pré-parto, pré-operatório e exames pélvicos (quando indicados)

- incontinência urinária.



Material

Bandeja contendo:

- pacote de cateterismo estéril com:

- cuba rim

- cúpula

- pinça kocher

- 5 gazes dobradas

seringa de 20cc (a seringa no caso masculino serve para lubrificar a mucosa da uretra introduzindo Xilocaína gel e também aliviando a dor na sondagem vesical, também casos de sondagem em que há presença de coágulos como por exemplo em paciente com infecção do trato urinário, ou lesão de bexiga, a seringa pode ser utilizada para aspirar os coágulos e permitir apassagem da urina....)

- um pacote de luva estéril

- sonda vesical apropriada estéril

- frasco com povidine tópico

- lubrificante (xilocaína gel)

Acessório (quando houver necessidade)

- comadre coberta

- biombo

- material para lavagem externa

- seringa com água destilada

- extensão de sonda mais saco coletor

- esparadrapo

- agulha de aspiro

Técnica

1- explicar ao paciente o que será feito

2- preparar o material

3- preparar o ambiente

- desocupar a mesa de cabeceira

- cercar a cama com biombo

- fazer lavagem externa

Tudo conforme as condições e necessidades do paciente

4- lavar as mãos

5- colocar a bandeja com o material na mesa de cabeceira

6- abrir o pacote de cateterismo junto ao paciente, despejando o produto para anti-sepsia na cúpula (povidine), com técnica asséptica,

7- abrir o pacote da sonda indicada e colocar junto a cuba rim, sem contaminar

8- colocar o lubrificante sobre uma das gazes do pacote

9- posicionar o paciente. A posição ginecológica para o sexo feminino e decúbito dorsal com as pernas juntas, para o sexo masculino

10- calçar as luvas

11- posicionar o material adequadamente e lubrificar a ponta da sonda com a mão enluvada

12- fazer a anti-sepsia com a pinça montada da seguinte forma:

para o sexo feminino:

- separa os pequenos lábios com o polegar e o indicador de uma mão e não retirar a mão até introduzir a sonda

- passar uma gaze molhada no anti-séptico entre os grandes e pequenos lábios do lado distal de cima para baixo em um só movimento (clitóris, uretra, vagina)

- pegar outra gaze e fazer o mesmo do lado proximal

- umedecer a última gaze e passar sobre o meato urinário.



para o sexo masculino:

- fazer anti-sepsia na glande com a pinça montada com gaze umedecida no anti-séptico, afastando com o polegar e o indicador da mão esquerda o prepúcio que cobre a glande, por último passar uma gaze com anti-séptico no meato urinário.

13- pegar a sonda com a mão direita e introduzir no meato urinário, deixar a outra extremidade dentro da cuba rim, verificando a saída da urina.


Calçando luva estéril



                                                                                      O procedimento de calçar um par de luvas estéril requer técnica correta, para evitar a contaminação da luva, fato este que pode ocorrer com facilidade, por isso requer muita atenção.

As luvas estéreis devem ser utilizadas sempre que ocorrer a necessidade de manipulação de áreas estéreis. Existem vários procedimentos que exigem a utilização de luvas estéreis, entre eles os procedimentos cirúrgicos, aspiração endotraqueal, curativos extensos, que se tornam difíceis realizar somente com o material de curativo.

Resumindo, em qualquer ocasião que for necessário o auxílio manual em locais estéreis ou em lesões, usa-se as luvas esterilizadas.

Podem ser encontradas nos tamanhos P, M ou G, ou até mesmo em tamanhos numerados como 6.0, 6.5, 7.0 até 9.0. E pode variar de acordo com o fabricante.

Após realizar a lavagem correta das mãos, abra o pacote de luvas sobre uma superfície limpa, à altura confortável para sua manipulação.



Observe que existem abas nas dobras internas da embalagem das luvas.

Elas existem para facilitar a abertura do papel, sem que ocorra o risco de tocar nas luvas e contaminá-las. Então, segure nas abas abra os dois lados que revestem as luvas, conforme a figura abaixo.



As luvas estão dispostas corretamente a sua frente, onde: a luva da mão direita está a sua direita, e a luva da mão esquerda, está a sua esquerda. Isso na maioria dos fabricantes. A maioria das luvas não tem lado anatômico, mas ficam dispostas nesse sentido, devido a dobra existente do polegar.

Agora, prepare-se para calçar a luva na mão dominante. Com sua mão nãodominante, segure a luva pela face interna da luva (que vem dobrada propositalmente).

Lembre-se: enquanto você estiver sem luvas, segure apenas pela face onde a luva iráentrar em contato com sua pele, ou seja, face interna.



Agora, introduza os dedos da mão dominante, calmamente, procurando ajustar os dedos internamente. Realize esta etapa da melhor maneira possível, mas não se preocupe se os dedos ficarem mal posicionados dentro da luva. Continue o procedimento mesmo com os dedos posicionados de forma errada (é muito arriscado tentar arrumar a posição dos dedos, você pode contaminá-la).



Após esta etapa, introduza até que sua mão entre completamente na luva, sempre a segurando pela face interna.



Agora que você colocou a primeira luva estéril (na mão dominante), vamos colocar a luva na mão esquerda (não-dominante). Lembre-se, que agora estamos com uma luva estéril na mão dominante, não podemos tocar em lugares que não sejam estéreis, sejam eles a nossa pele, superfícies ou objetos ao nosso redor. Com a mão dominante (enluvada), segure a outra luva pela face externa (ou seja, por dentro da dobra existente). Esta dobra existente no punho da luva servirá de apoio para segurar a luva, sem que ocorra o risco de contaminar a luva, mesmo que imperceptivelmente.



Sempre segurando pela dobra do punho da luva, introduza calmamente sua mão esquerda (não-dominante) na luva, semelhante ao realizado na primeira, mas agora, com a cautela de não tocar com a luva na pele da mão esquerda ou em locais não-estéreis.



Siga esta etapa, até introduzir toda a mão esquerda na luva.



Agora, havendo a necessidade de posicionar os dedos corretamente, ou até mesmo melhorar o calçamento da luva, faça com ambas as luvas, porém evite manipular a luva na região dos punhos, caso esta não possua mais as dobras de segurança.





 Fonte:http://www.soenfermagem.net/